Durante os cinquenta dias da Páscoa, o próprio Senhor Deus, pelo seu Espírito, abre o nosso coração para acolher a sua proposta de vida nova. Estimulados e ajudados pela graça divina do Ressuscitado, caminhando como Igreja viva que nasce dos dons oferecidos por Cristo na cruz, somos chamados a acolher a Palavra de Deus com a atitude humilde de fé e a alegria do Espírito Santo, rumo à festa de Pentecostes. A nossa Diocese vive neste mês de maio forte momento de missão e evangelização:preparação e acolhida dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude. A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora percorrerão algumas cidades dos quatros Distritos Pastorais da Diocese. Qual a nossa atitude diante deste acontecimento? Acolhida e fé. Portanto, a melhor atitude diante da cruz é aquela de Maria: “totalmente disponível à vontade de Deus”, “incondicionalmente dócil à Palavra”, com “fé obediente” em todos os instantes de sua vida, sempre “em plena sintonia com a Palavra divina”, conservando “no seu coração os acontecimentos do seu Filho” (cf Lc2,19.51). Acolher a Cruz pelas ruas das nossas cidades é acolher o próprio Senhor que passa. Ele mesmo é a Palavra de Deus. Na confusão e na desorientação dos nossos tempos, Ele é a luz, a verdade e que nos ensina o seu modo de viver e de ir em frente. Vamos abrir nossas casas, vamos abrir os nossos corações, vamos acolher a Cruz como Igreja diocesana que necessita de fé viva, de caridade criativa e de dinamismo de esperança. Diversas serão, entre nós, as formas de acolhida da Cruz e do ícone de Nossa Senhora, procissões, via sacra, terço missionário, vigília, confissões e celebrações eucarísticas. Sem dúvidas que estamos diante de um grande momento de evangelização da juventude. Mas é para todo o povo uma experiência de fé. Ocasião de aprofundar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo. Alguns de nossos irmãos e irmãs, marcados por sofrimentos da vida, estarão bem próximos destes símbolos, enfermos, encarcerados, dependentes químicos e o povo de Deus em geral. O Papa Bento XVI dirigindo-se aos jovens na Alemanha, disse: “gostaria de dizer a todos com insistência: abri o vosso coração a Deus, deixai-vos surpreender por Cristo! Concedei-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias! Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso! Exponde as vossas alegrias e as vossas tristezas a Cristo, deixando que Ele ilumine com a sua luz a vossa mente e alcance com a sua graça o vosso coração. Nestes dias abençoados de partilha e de alegria, fazei a experiência libertadora da Igreja como lugar da misericórdia e da ternura de Deus para com os homens. Na Igreja e mediante a Igreja alcançareis Cristo que vos aguarda.” Acolhamos estas palavras com entusiasmo, alegria e esperança. A passagem da Cruz por nossa diocese é uma graça não só para nós, mas para todo o Povo de Deus. Ela nos responsabiliza a testemunhar através das obras cotidianas, a vitalidade de Deus em meio a todos nós, principalmente pela vida comprometida com a conversão do coração. Alimentamos a esperança de que com a passagem da Cruz e do ícone de Nossa Senhora, a nossa igreja diocesana volte com vigor e firmeza o olhar forte à juventude para uma nova evangelização. Todos os fiéis estão convidados a viverem este momento como acontecimento único de preparação à festa de Pentecostes. Com a passagem da Cruz devemos lembrar que a vida venceu a morte. Na alegria do Tempo Pascal, precisamos testemunhar que Cristo ressuscitou, porque a nossa missão é anunciar as boas notícias ao mundo.
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2 de julho de 2012
Acolher a Palavra
Durante os cinquenta dias da Páscoa, o próprio Senhor Deus, pelo seu Espírito, abre o nosso coração para acolher a sua proposta de vida nova. Estimulados e ajudados pela graça divina do Ressuscitado, caminhando como Igreja viva que nasce dos dons oferecidos por Cristo na cruz, somos chamados a acolher a Palavra de Deus com a atitude humilde de fé e a alegria do Espírito Santo, rumo à festa de Pentecostes. A nossa Diocese vive neste mês de maio forte momento de missão e evangelização:preparação e acolhida dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude. A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora percorrerão algumas cidades dos quatros Distritos Pastorais da Diocese. Qual a nossa atitude diante deste acontecimento? Acolhida e fé. Portanto, a melhor atitude diante da cruz é aquela de Maria: “totalmente disponível à vontade de Deus”, “incondicionalmente dócil à Palavra”, com “fé obediente” em todos os instantes de sua vida, sempre “em plena sintonia com a Palavra divina”, conservando “no seu coração os acontecimentos do seu Filho” (cf Lc2,19.51). Acolher a Cruz pelas ruas das nossas cidades é acolher o próprio Senhor que passa. Ele mesmo é a Palavra de Deus. Na confusão e na desorientação dos nossos tempos, Ele é a luz, a verdade e que nos ensina o seu modo de viver e de ir em frente. Vamos abrir nossas casas, vamos abrir os nossos corações, vamos acolher a Cruz como Igreja diocesana que necessita de fé viva, de caridade criativa e de dinamismo de esperança. Diversas serão, entre nós, as formas de acolhida da Cruz e do ícone de Nossa Senhora, procissões, via sacra, terço missionário, vigília, confissões e celebrações eucarísticas. Sem dúvidas que estamos diante de um grande momento de evangelização da juventude. Mas é para todo o povo uma experiência de fé. Ocasião de aprofundar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo. Alguns de nossos irmãos e irmãs, marcados por sofrimentos da vida, estarão bem próximos destes símbolos, enfermos, encarcerados, dependentes químicos e o povo de Deus em geral. O Papa Bento XVI dirigindo-se aos jovens na Alemanha, disse: “gostaria de dizer a todos com insistência: abri o vosso coração a Deus, deixai-vos surpreender por Cristo! Concedei-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias! Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso! Exponde as vossas alegrias e as vossas tristezas a Cristo, deixando que Ele ilumine com a sua luz a vossa mente e alcance com a sua graça o vosso coração. Nestes dias abençoados de partilha e de alegria, fazei a experiência libertadora da Igreja como lugar da misericórdia e da ternura de Deus para com os homens. Na Igreja e mediante a Igreja alcançareis Cristo que vos aguarda.” Acolhamos estas palavras com entusiasmo, alegria e esperança. A passagem da Cruz por nossa diocese é uma graça não só para nós, mas para todo o Povo de Deus. Ela nos responsabiliza a testemunhar através das obras cotidianas, a vitalidade de Deus em meio a todos nós, principalmente pela vida comprometida com a conversão do coração. Alimentamos a esperança de que com a passagem da Cruz e do ícone de Nossa Senhora, a nossa igreja diocesana volte com vigor e firmeza o olhar forte à juventude para uma nova evangelização. Todos os fiéis estão convidados a viverem este momento como acontecimento único de preparação à festa de Pentecostes. Com a passagem da Cruz devemos lembrar que a vida venceu a morte. Na alegria do Tempo Pascal, precisamos testemunhar que Cristo ressuscitou, porque a nossa missão é anunciar as boas notícias ao mundo.
1 de março de 2012
Páscoa
Bispo diocesano
Rev.mos
Párocos, Vigários paroquiais, diáconos, administradores pastorais, comunidades
religiosas e lideranças leigas
Amados
irmãos e irmãs,
Cristo
vive. Isso constitui a causa de nossa esperança, mas também constitui a fonte
de nossa fé. Ao celebrar a festa da Páscoa é preciso vivê-la com particular
intensidade e no duplo aspecto de morte e ressurreição do Senhor, de
aniquilamento e comunhão, de cruz e esperança.
Estamos
no Ano Diocesano da Palavra de Deus, ano de renovação interior, de conversão
total, de formação, celebração e acolhida orante pela leitura e meditação da
Sagrada Escritura. A Palavra de Deus é acontecimento, em que o Pai entra na
história, em que o Filho prolonga o mistério de sua Páscoa e o Espírito atua
com sua força. Com o Apóstolo Tiago permito-me suplicar-lhes, como humilde
cooperador de Deus e ministro da Palavra: “Tornai-vos praticantes da Palavra e
não simples ouvintes.” (Tg 1,22).
Como
eu gostaria que este ano, em cada paróquia, em cada capela, em cada comunidade
cristã, a Páscoa fosse uma visível e contagiante manifestação da alegria que
nasce de corações novos, definitivamente mudados pelo encontro com o Senhor
ressuscitado e no redescobrimento da sua Palavra, comprometidos com o próprio
Deus da vida, que é Palavra que ama, salva, transforma e liberta. A Páscoa tem
que deixar em nós a segurança de que Cristo vive e prossegue peregrinando
conosco na história.
Quero
insistir na terceira urgência do nosso Plano Diocesano de Pastoral: “Igreja:
lugar de animação bíblica da vida e da pastoral”. A Palavra de Deus atua e
frutifica à medida em que houver uma resposta de vida de fé, de esperança e de
caridade da parte dos que a escutam. A resposta de fé supõe explicação e
compreensão da Palavra. “Como é que vou entender se ninguém me explicar (At
8,31)”? Daí se pode entender a necessidade do estudo da Sagrada Escritura, a
ser planejado de maneira correspondente às necessidades das pastorais e da
pastoral de conjunto.
A
Igreja é, em Cristo, comunhão universal da fé, da esperança e da caridade. Mas
a nossa diocese tem um compromisso especial com a Igreja no Brasil, na América
Latina e Caribe neste ano de 2012: no coração de cada sacerdote, de cada
religiosa e religioso, de cada leigo e leiga e de cada pessoa de boa vontade,
que busca a Deus “com coração sincero”, haverá de experimentar-se a eficácia da
Palavra de Deus, já que “para sempre, Senhor, como os céus, subsiste a vossa
palavra” (cf. Sl 119,89). Como nos interpela o Papa Bento XVI: “que o nosso
coração possa dizer a Deus cada dia: “Sois o meu abrigo, o meu escudo, na vossa
palavra pus a minha esperança” (Sl 119,114), e possamos agir cada dia confiando
no Senhor Jesus como São Pedro: “Porque Tu o dizes, lançarei as redes” (Lc 5,5)
(Verbum Domini, 10)
Abraço-os
e os abençoo de coração, em Cristo e Maria, Mãe dos Apóstolos.
14 de janeiro de 2012
A Festa do Santo Padroeiro

Seguindo
um calendário de certo modo paralelo ao calendário litúrgico, as comemorações
do padroeiro principal do lugar ou da cidade, transformam em festa a vida da
comunidade eclesial. Toda igreja edifício é dedicada ao Senhor, segundo
antiquíssimo costume. Por tradição, ao erigir uma igreja, ou fundar uma
comunidade cristã, busca-se encontrar para a mesma um titular. Ele é escolhido
para ser o intercessor da comunidade junto de Deus. Este será a Santíssima
Trindade, ou Nosso Senhor Jesus Cristo sob a invocação de algum mistério de sua
vida ou de nome empregado na liturgia; ou o Espírito Santo, ou a Santíssima
Virgem Maria, sob algum qualificativo usado na liturgia; ou os Santos Anjos, ou
enfim um Santo inscrito no Martirológio Romano (cf. Ritual da dedicação de
Igreja, 4).
O
certo é que ao edificar uma igreja templo os fiéis procuram as grandes figuras
cristãs. O santo padroeiro é comemorado e venerado em comunidade, prestando-lhe
um culto solene, para que os fiéis aprendam seu exemplo pelas suas boas obras.
É uma forma de evocar o próprio mistério do viver. É a festa que marca o tempo
da comunidade. Tem algo de místico, porque celebra a vida. É festa. Festa da
igreja Povo de Deus.
A
ocasião é um apelo à conversão e oferece através dos ensinamentos, crescimento
e amadurecimento à vida da comunidade paroquial. O acontecimento também
favorece a interação das pastorais e a aproximação das famílias, na medida em
que envolvem todos os seguimentos da comunidade numa dinâmica reflexiva,
celebrativa e de confraternização. A Igreja deseja que tal acontecimento sirva
para educar os fiéis na vida cristã, ajudando-os a aprofundar e viver com mais
autenticidade o que celebram na liturgia.
Na
nossa diocese de Jataí as paróquias organizam a festa do santo padroeiro como
acontecimento de salvação. Algumas mais criativas outras menos. Para preparar
com solenidade a missa da festa a comunidade se expressa através de novenas ou
tríduos. Outras expressam a festividade com uma procissão com a imagem do
padroeiro. A procissão é uma assembléia litúrgica em caminhada. Manifesta a fé
do povo Exercita a piedade dos fiéis e louva a Deus, dá graças ou pede a sua
proteção. São várias as expressões da piedade popular que se manifestam nesta
ocasião.
O
mês de janeiro além de ser o tempo das fortes chuvas e das férias, é o mês de
comemorarmos o dia de São Sebastião. Na diocese temos duas paróquias e seis
capelas dedicadas a São Sebastião. Com novenas, tríduo, celebrações, visitas,
carreatas, procissões preparamos para celebrar a vida desse cristão que foi
soldado e viveu no século III. A vida de São Sebastião, não obstante os muitos
séculos que dela nos separam, pode iluminar-nos aqui e agora no seguimento de Jesus,
suscitando em cada um de nós, em nossas famílias, comunidades e paróquias um
novo vigor e um novo impulso para levar adiante a obra que Cristo quer realizar
através de sua Igreja.
Pesquisando
alguns documentos da nossa diocese de Jataí, encontrei um relato com a data de
20 de janeiro de 1919, que afirma: “grassando com intensidade nos Municípios
vizinhos de Jathay a temível epidemia de ‘Gripe Hespanhola’ que tantas vitimas tem feito em outros
lugares, ceifando vidas preciosas, o Vigário de Jathay, por occasião da Festa
do Glorioso Martyr São Sebastião, no dia 20 de janeiro, dia em que se festejam
o glorioso Martyr, fez um voto pelo povo de mandar encomendar a sua imagem
quando a q u i c h e g asse , o p
o v o acompanhado pelo Vigário transportaria a dita imagem em procissão a
Igreja Matriz, percorrendo as principais ruas da cidade. Estando de sahida para
São Paulo o Sr. Olimpo Toledo de boa vontade encarregou de leva a dita imagem,
mandando encama-la. Aqui chegando a 22 de junho o Vigário convidou a todos para
a dita transladação no dia 23 as duas horas da tarde, havendo a imagem sahir em
procissão das portas da cidade. Depois
de benta a imagem sahiu a procissão em boa ordem acompanhada pela banda de Musica
que de boa vontade se prometeu para mais brilhantismo da festividade. Percorrendo as ruas principais da cidade com
fogos entrou a procissão na Capela de Nossa Senhora do Rosário. Cantava os
versículos em honra de São Sebastião dada a oração, seguiu logo a benção do
Santíssimo Sacramento, encerrando assim o voto feito. É para admirar-se que
entrando aqui a epidemia da gripe, entreou Ella com caracter benigno não
ceifando vidas preciozas como em outros lugares. Louvor seja dado ao Glorioso
Martyr São Sebastião”.(Voto da Parochia de Jatahy ao Glorioso Martyr S.
Sebastião. Documento do acervo da Cúria Diocesana de Jataí – GO).
Olhar
para nossos irmãos de fé que nos legaram um grande exemplo de devoção a São
Sebastião, como na história transcrita, só pode nos fortalecer e firmar em nós
as virtudes indispensáveis para o cumprimento dos nossos compromissos
batismais. Que o bom São Sebastião invencível atleta da fé, que entregou sua
vida, seja o grande farol a nos apontar a estrada certa nestes tempos que, às
vezes, nos parecem tão difíceis, nos ajude a viver a “fé nos desafios de nosso
tempo”.
Dom
José Luiz Majella Delgado - Bispo diocesano de Jataí – GO
13 de janeiro de 2012
Ano da Palavra de Deus

Com a celebração litúrgica do 2º Tempo Comum
abriremos na Diocese o “Ano da Palavra de Deus”. O ato ocorrerá no domingo seguinte a festa do
batismo do Senhor que neste ano cai na segunda-feira, 9 de janeiro. O
encerramento acontecerá com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do
universo, 25 de novembro de 2012. Com o objetivo de motivar as Paróquias,
capelas, Movimentos eclesiais, nossas famílias e todo o povo para que busquem
alimentar-se da Palavra de Deus como Fonte de vida da ação evangelizadora
traçamos como meta ‘nenhuma família diocesana sem a Bíblia’ e aprofundaremos o
estudo da Exortação Apostólica pó-sinodal do Papa Bento XVI – Verbum Domini e
das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011 – 2015),
onde nossos bispos apresentaram a “Igreja como lugar de animação bíblica da
vida e da pastoral”. Tais documentos vieram reforçar o entusiasmo em torno da
Palavra de Deus, seu primado e de sua centralidade. Como Igreja diocesana vamos
redescobrir esta centralidade da Palavra de Deus na vida cristã, conhecê-la em profundidades
e ensinar aos filhos, argumentar com ela, tomar decisões a partir da Palavra e,
mais que tudo, rezar com Deus vivo, por meio da Sagrada Escritura. O Conselho
Diocesano para a liturgia traçaram caminhos adequados á nossa diocesana com o
objetivo de facilitar a aproximação da Sagrada Escritura e cegaremos ao
encontro com a Palavra. Igualmente peço aos Conselhos Paroquiais, os Movimentos
eclesiais e Pastorais, vamos promover um verdadeiro “mutirão bíblico”, definido
um programa a ser abraçado por todas, para que o alimento da palavra de Deus é
um fato; é a pessoa de Jesus Cristo que os Apóstolos encontraram enquanto caminhar,
ao longo do mar da Galileia e que a Igreja proclama com alguém que hoje pode ser
encontrado nas estradas da nossa vida. Vamos ouvir, ver, tocar e contemplar
(cf. I Jo 1,1) a beleza e o fascínio
deste encontro com o Senhor, o “Verbo da Vida, já que a vida mesma e manifestou
em Cristo” (Verbum Domini – VD,12.). Vamos testemunhar para a Igreja e para o
mundo de como é belo o encontro coma Palavra de Deus na comunhão eclesial.
Portanto, exorto todos os fiéis a redescobrirem o encontro pessoal e comunitário
com Cristo, Verbo da Vida que Se tornou visível, a fazerem-se seus anunciadores
para que Se tornou visível, a fazerem-se seus anunciadores para que o dom da
vida divina, a comunhão, se dilate cada vez mais pela nossa diocese e o mundo
inteiro (VD, 2). Um ano da Palavra. A alegria do encontro com a Pessoa de
Cristo, Palavra de Deus presente no meio de NÓS. Vamos começar hoje a tomar nas
mãos a Escritura, para encontrar nela, e por meio dela, o Verbo Encarnado.
Dom José Luiz Majella Delgado - Bispo diocesano de Jataí – GO
1 de março de 2011
Saúde dom de Deus
A saúde é um dom de Deus a ser cuidado pela própria
pessoa,
pela comunidade e pela sociedade.

Bispo diocesano de Jataí
«Pelas
suas chagas fostes curados» (1 Pd 2, 24)
Todos
os anos, na memória da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, que se celebra no dia
11 de fevereiro, a Igreja propõe o Dia Mundial do Doente. Esta circunstância,
como quis o saudoso Papa João Paulo II, torna-se a ocasião propícia para
refletir sobre o mistério do sofrimento e, sobretudo, para tornar as nossas
comunidades e a sociedade civil mais sensíveis aos irmãos e irmãs doentes.
O
Papa Bento XVI escreveu a sua mensagem para este que já é o 19º Dia Mundial do
Doente com o lema: “Pelas suas chagas fostes curados” (1Pd 2,24). Recorda-nos o
Santo Padre que Jesus Cristo, “o Filho de Deus sofreu, morreu, mas ressuscitou,
e exatamente por isso aquelas chagas tornam-se o sinal da nossa redenção, do
perdão e da reconciliação com o Pai” (Mensagem para o 19º Dia Mundial do
Doente).
Temos
assim, por ocasião deste dia, muitas atitudes a ser feitas para promover nas
Paróquias, Capelas, Movimentos, setores e grupos de reflexão um cuidado mais
eficaz para com os sofredores. A
saúde é um dom de Deus a ser cuidado pela própria pessoa, pela comunidade e
pela sociedade. A missão da Igreja é aproximar-se das pessoas que se encontram
em situações de abandono, de exclusão e de dor, que contradizem o projeto do
Pai, para assumir o compromisso a favor da cultura da vida (cf. DAp 358).
A
CNBB mobilizou toda a Igreja no Brasil em torno da saúde com a Campanha da
Fraternidade de 1981 (“Saúde e Fraternidade”, com o lema: “Saúde para todos”) e
de 1984 (“Fraternidade e Vida, com o lema: “Para que todos tenham vida”). E em
junho de 2010, o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB – CONSEP aprovou por
unanimidade o tema da Campanha da Fraternidade de 2012: Fraternidade e Saúde
Pública. Sem dúvidas, é uma vitória do povo brasileiro cristão, que almeja uma
saúde mais acessível e digna! A dura realidade que permeia o setor saúde e que
provoca uma interferência direta na vida da imensa maioria da população
brasileira faz com que possamos inferir que a Saúde no Brasil vive um dos
períodos mais críticos e precários. Podemos enumerar aqui alguns dos mais
sérios e delicados problemas que enfrentamos na nossa região e diocese:
Dificuldades de manter a clínica Pe. Thiago, em Jataí, pelos motivos, entre
outros, da burocracia e tendência a terceirização das unidades públicas de
saúde; A proliferação da Dengue (Aedes aegypti), com crescente número de óbitos
e outras doenças infecto-contagiosas, como tuberculose, HIV/AIDS Acentuada
gestação de menores e a banalização das práticas abortivas; O crescente consumo
de drogas com destaque ao crack, sobretudo, na faixa infanto-juvenil; Os
alarmantes homicídios, suicídios e as mortes violentas; As ameaças ao meio
ambiente com o desmatamento, a contaminação da água e do ar.
Por isso, a
Diocese de Jataí, como Igreja Particular, deve dar um passo importante na
realização da atividade missionária em favor de uma política pública para que
os governos Federal, Estadual e Municipal atendam aos direitos básicos em
relação à saúde da população. “A saúde é a resultante das condições de
alimentação, habitação, educação, renda, meioambiente, trabalho, transporte,
lazer, liberdade e acesso a serviços de saúde” (VIII Conferência Nacional de
Saúde 1986).
Mantemos na diocese três casas de apoio para a recuperação dos
dependentes químicos e assistimos outras mantidas por instituições.
Desenvolvemos a Pastoral da AIDS com a presença de inúmeros agentes que
promovem o acompanhamento compreensivo, misericordioso, bem como a defesa dos
direitos das pessoas infectadas (DAp 421). Favorecemos organizações populares
que trabalham no cuidado, na defesa e na promoção da vida em áreas rurais e
urbanas, com programas de educação e capacitação nutricional e
alimentícias. A medicina popular e
alternativa (fitoterapia) está sendo desenvolvida com todo o seu valor em
várias paróquias, com destaque para a Nossa Senhora das Dores, em Rio Verde. A
atuação da Pastoral da Criança e do Idoso assegura na diocese o atendimento a
gestantes, crianças desnutridas e as famílias.
Mesmo assim devemos nos esforçar
para sensibilizar os fiéis das nossas comunidades com o específico da Pastoral
da Saúde a respeito do sofrimento, denunciando a marginalização dos doentes,
portadores de deficiências e idosos. Devemos seguir as sábias orientações
recebidas da V Conferência Latino-Americana realizada em Aparecida em 2007, que
localiza a Pastoral da Saúde no contexto de “resposta às grandes interrogações
da vida, tais como o sofrimento e a morte, à luz da morte e da ressurreição do
Senhor” (DAp 418). E aponta como ação do discípulo de Jesus, a se transformar
no anúncio da morte e ressurreição do Senhor, única e verdadeira saúde (DAp
419). Ela já não é uma ação voltada só para o enfermo, assistencialista, mas se
abre para o acompanhamento da família, que tem a dor e as consequências de ter
um enfermo em casa.
Cabe, portanto, a cada paróquia da diocese assumir esta
causa no corajoso trabalho de evangelização, formando a Pastoral da Saúde ou
criando mecanismo para fortalecer a identidade do Agente de Pastoral da Saúde e
suas contribuições. Recordo que a Pastoral da Saúde acontece em domicílios,
hospitais, asilos, creches, escolas, associações de bairro, ... ou seja, em
todo lugar que se importa com a saúde. Que Maria, Saúde dos Enfermos, nos ajude
a testemunhar no mundo a ternura de Deus e a proclamar com coragem o Evangelho
da vida.
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