23 de julho de 2012

50 anos do Concílio Vaticano II

Celebração dos 50 anos de Abertura do Concílio Vaticano II
Dom Benedito Domingos Cóscia participou de todas as sessões realizadas durante o Concílio Vaticano II

O Concílio Vaticano II, XXI Concílio Ecumênico da Igreja Católica, foi convocado no dia 25 de dezembro de 1961, através da bula papal “Humanaesalutis”, pelo Papa João XXIII. Este mesmo Papa inaugurou-o, a ritmo extraordinário, no dia 11 de outubro de 1962. O Concílio, realizado em 4 sessões, só terminou no dia 8 de dezembro de 1965, já sob o papado de Paulo VI. O Papa João Paulo II classificou o Concílio Vaticano II como “um momento de reflexão global da Igreja sobre si mesma e sobre as suas relações com o mundo”. Ele acrescentou também que esta “reflexão global” impelia a Igreja “a uma fidelidade cada vez maior ao seu Senhor. Mas o impulso vinha também das grandes mudanças do mundo contemporâneo, que, como “sinais dos tempos”, exigiam ser decifradas à luz da Palavra de Deus”. No ano 2000, João Paulo II disse ainda que: “o Concílio Vaticano II constituiu uma dádiva do Espírito à sua Igreja. É por este motivo que permanece como um evento fundamental não só para compreender a história da Igreja no fim do século, mas também, e sobretudo, para verificar a presença permanente do Ressuscitado ao lado da sua Esposa no meio das vicissitudes do mundo”. Cinquenta anos se passaram desde a abertura deste Concílio que resultou em ações transformadoras e valiosas para os cristãos de todos os tempos, inclusive da atualidade. A Igreja vê e acredita que foram esses os resultados deste valioso Concílio idealizado pela Papa João XXIII, uma Igreja Católica aberta e acolhedora, já que até então o santo padre via nesta instituição as sombras da escuridão causada pela falta de abertura aos anseios do mundo. Enfim, meio século de existência e uma aplicabilidade valiosa para cristãos de todos os tempos, inclusive os da atualidade. É assim que a Igreja vê o Concílio Vaticano II, que também foi pauta de discussão na 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cuja presença do bispo diocesano Dom Majella foi fundamental para a representatividade da Igreja particular da Diocese de Jataí. Durante a Assembleia Geral da CNBB os bispos destacaram que a partir do Concílio Vaticano II a fé deixou de ser um dado evidente e passou a exigir dos cristãos católicos presença e atuação cristã na vida social e política. Para os bispos católicos, esta é uma ocasião para “experimentar a alegria e o entusiasmo do encontro com Cristo na comunidade da sua Igreja”. O saudoso bispo da Diocese de Jataí, Dom Benedito Domingos Cóscia participou de todas as sessões realizadas durante o Concílio Vaticano II e viu nas decisões tomadas pela Igreja, esperança de arrebanhar os cristãos e a oportunidade de evangelização de novos aerópagos, onde o resgate de valores humanos e a fé viva em Jesus Cristo Ressuscitado e na ação do Espírito Santo se fazia e ainda se faz necessária. Podemos conferir essa ação do Espírito Santo impulsionando nossa Igreja a partir da história de trabalho e amor dispensados por Dom Benedito à Diocese de Jataí. Assim como toda a Igreja no mundo inteiro, a Igreja particular da Diocese de Jataí também se prepara para o grande jubileu dos 50 anos do Concílio Vaticano II.
Dom Benedito é o segundo da direita para a esquerda na foto, entre os bispos
durante uma das sessões do Concílio Vaticano II

18 de julho de 2012

50ª Assembléia dos Bispos do Brasil

Cidadania é tema de debate na 50ª Assembléia dos Bispos do Brasil

A 50ª Assembleia Geral da CNBB realizada em Aparecida/SP, encerrou-se na manhã do dia 26 de abril depois e nove dias de intensos trabalhos.  Ao final dos trabalhos foi divulgado o documento final sobre o tema central dos debates: “A Palavra de Deus na vida e missão da Igreja”. A missa de encerramento da assembleia foi realizada no Santuário de Aparecida, celebrada pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Giovani D’Aniello que trouxe a saudação do Santo Padre Bento XVI e do Secretário de Estado, Cardeal Tarcísio Bertone. Às 10h30 da manhã teve início a Sessão de encerramento da Assembleia com a Presidência da CNBB e a divulgação da Mensagem para as próximas eleições municipais. No documento os bispos afirmam que as eleições municipais têm uma característica própria em relação às demais por colocar em disputa os projetos que discutem sobre os problemas mais próximos do povo: educação, saúde, segurança, trabalho, transporte, moradia, ecologia, lazer. Trata-se de um processo eleitoral com maior participação da população porque os candidatos são mais visíveis no cotidiano da vida dos eleitores. A sua importância é proporcional ao poder que a Constituição de 1988 assegura aos municípios na execução das políticas públicas.Nos municípios, manifestam- se também as crises que o mundo atravessa, incluindo a própria democracia. Isso torna ainda mais importante a missão de votar bem, ficando claro para o eleitor que seu voto, embora seja gesto pessoal e intransferível, tem conseqüências para a vida do povo e para o futuro do País. As eleições são, portanto, momento propício para que se invista, coletivamente, na construção da cidadania, solidificando a culturada participação e os valores que definem o perfil ideal dos candidatos. Estes devem ter seu histórico de coerência de vida e discurso político referendados pela honestidade, competência, transparência e vontade de servir ao bem comum. Os valores éticos devem ser o farol a orientar os eleitos, em contínuo diálogo entre o poder local e suas comunidades. A Mensagem se conclui destacando que “para o cristão, participar da vida política do município e do país é viver o mandamento da caridade como real serviço aos irmãos, conforme disse o Papa Paulo VI: “A política é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão ao serviço dos outros” (Octogesima Adveniens, 46). Só assim, seremos “fermento que leveda toda a massa” (Gl 5,9). Na assembleia, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, que completa um ano de existência, apresentou um resumo de suas atividades. O foco principal foram os preparativos para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai se realizar no Rio de Janeiro em julho de 2013. O Arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta, apresentou o ComitêOrganizador Local (COL) da Jornada, bem como um vídeo a respeito do evento. As inscrições para a JMJ serão feitas pelo site oficial (www.rio2013.com), a partir de julho de 2013. Durante a coletiva de imprensa o Porta-voz da 50ª  Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, o Arcebispo de Campo Grande (MS), Dom Dimas Lara Barbosa a Nota da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentou a Nota sobre a reforma do Código Penal. O objetivo do documento é expressar o compromisso da instituição,  no acompanhamento de importantes matérias de interesse social, neste momento em que uma Comissão de Juristas do Senado, discute mudanças no Código Penal. Houve também, antes do encerramento da assembleia, um encontro reservado para os regionais da CNBB, e na última sessão do dia a apresentação da Comissão Episcopal para a Cultura e Educação, e informes sobre a Campanha para a Evangelização, os 20 anos da Assembleia dos Organismos do Povo de Deus e a palavra para os organismos vinculados à Conferência Episcopal. Também foi feita a acolhida do episcopado brasileiro ao novo Núncio Apostólico para o Brasil, Dom Giovani D’Aniello. A Rádio Vaticano apresentou aos bispos dois minutos do documentário produzido pelo Programa Brasileiro da Rádio do Papa sobre a sua visita ao Brasil em 2007.

2 de julho de 2012

Acolher a Palavra

Acolher a Palavra com a alegria do Espírito Santo

by Dom José Luíz Majella Delgado, C.Ss.R.

Durante os cinquenta dias da Páscoa, o próprio Senhor Deus, pelo seu Espírito, abre o nosso coração para acolher a sua proposta de vida nova. Estimulados e ajudados pela graça divina do Ressuscitado, caminhando como Igreja viva que nasce dos dons oferecidos por Cristo na cruz, somos chamados a acolher a Palavra de Deus com a atitude humilde de fé e a alegria do  Espírito Santo, rumo à festa de Pentecostes. A nossa Diocese  vive neste mês de maio forte momento de missão e evangelização:preparação e acolhida dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude. A Cruz e o Ícone de Nossa Senhora percorrerão algumas cidades dos quatros Distritos Pastorais da Diocese. Qual a nossa atitude diante deste acontecimento? Acolhida e fé. Portanto, a melhor atitude diante da cruz é aquela de Maria: “totalmente disponível à vontade de Deus”, “incondicionalmente dócil à Palavra”, com “fé obediente” em todos os instantes de sua vida, sempre “em plena sintonia com a Palavra divina”, conservando “no seu coração os acontecimentos do seu Filho” (cf Lc2,19.51). Acolher a Cruz pelas ruas das nossas cidades é acolher o próprio Senhor que passa. Ele mesmo é a Palavra de Deus. Na confusão e na desorientação dos nossos tempos, Ele é a luz, a verdade e que nos ensina o seu modo de viver e de ir em frente. Vamos abrir nossas casas, vamos abrir os nossos corações, vamos acolher a Cruz como Igreja diocesana que necessita de fé viva, de caridade criativa e de dinamismo de esperança. Diversas serão, entre nós, as formas de acolhida da Cruz e do ícone de Nossa Senhora, procissões, via sacra, terço missionário, vigília, confissões e celebrações eucarísticas. Sem dúvidas que estamos diante de um grande momento de evangelização da juventude. Mas é para todo o povo uma experiência de fé. Ocasião de aprofundar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo. Alguns de nossos irmãos e irmãs, marcados por sofrimentos da vida, estarão bem próximos destes símbolos, enfermos, encarcerados, dependentes químicos e o povo de Deus em geral. O Papa Bento XVI dirigindo-se aos jovens na Alemanha, disse: “gostaria de dizer a todos com insistência: abri o vosso coração a Deus, deixai-vos surpreender por Cristo! Concedei-lhe o ‘direito de vos falar’ durante estes dias! Abri as portas da vossa liberdade ao seu amor misericordioso! Exponde as vossas alegrias e as vossas tristezas a Cristo, deixando que Ele ilumine com a sua luz a vossa mente e alcance com a sua graça o vosso coração. Nestes dias abençoados de partilha e de alegria, fazei a experiência libertadora da Igreja como lugar da misericórdia e da ternura de Deus para com os homens. Na Igreja e mediante a Igreja alcançareis Cristo que vos aguarda.” Acolhamos estas palavras com entusiasmo, alegria e esperança. A passagem da Cruz por nossa diocese é uma graça não só para nós, mas para todo o Povo de Deus. Ela nos responsabiliza a testemunhar através das obras cotidianas, a vitalidade de Deus em meio a todos nós, principalmente pela vida comprometida com a conversão do coração. Alimentamos a esperança de que com a passagem da Cruz e do ícone de Nossa Senhora, a nossa igreja diocesana volte com vigor e firmeza o olhar forte à juventude para uma nova evangelização. Todos os fiéis estão convidados a viverem este momento como acontecimento único de preparação à festa de Pentecostes. Com a passagem da Cruz devemos lembrar que a vida venceu a morte. Na alegria do Tempo Pascal, precisamos testemunhar que Cristo ressuscitou, porque a nossa missão é anunciar as boas notícias ao mundo.

22 de maio de 2012

Bote fé

Nos dias 20 e 21 de maio a Diocese de Jataí, no sudoeste do estado de Goiás, acolheu a Cruz da Jornada Mundial da Juventude e o ícone de Nossa Senhora. O Bote Fé - Diocese de Jataí foi organizado para passar por diversas cidades da Diocese.

Os símbolos foram acolhidos, no dia 19, por centenas de pessoas em grande carreata na cidade de Mineiros, onde passaram a noite em vigília de oração. Na tarde do domingo, dia 20, forami levados para a cidade de Jataí e acolhidos na paróquia São Sebastião. A seguir, foi realizada uma Via Sacra pelas ruas da cidade indo até a Catedral Diocesana Divino Espírito Santo, que já se encontrava repleta de fiéis à espera dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude. O bispo diocesano e referencial para a juventude da CNBB no regional Centro-Oeste, dom José Luiz Majella, presidiu a celebração da missa, concelebrada com vários sacerdotes. Foi um belo momento de oração em favor da juventude Diocesana e, especialmente, em favor da JMJ.

Dom Majella acompanhou pessoalmente a peregrinação da Cruz e do Ícone de Maria pelas cinco cidades por onde passaram. Os símbolos foram acolhidos com diversas celebrações organizadas pela coordenação do setor juventude da diocese.

Um grande número de jovens participou com muito entusiasmo dos diversos momentos  programados e o ponto forte foram  as celebrações realizadas em Jataí.

 A Cruz e o Ícone de Maria percorreram, aproximadamente, 400 quilômetros em dois dias na Diocese de Jataí. Foram 40 horas de atividades transmitidas pela Rede Diocesana de Rádio com programação exclusiva voltada para a celebração do Bote Fé.

30 de abril de 2012

Confraternização

Pe. Nixon de Arújo Felix
Reitor do Semináio Menor da Diocese de Jataí e
Promotor vocaional da Diocese de Jataí 

Confraternização e oração


Na tarde do domingo do dia 29 de abril, os seminaristas e eu nos dirigimos para a Fazenda Sonho Encantado, de propriedade do Sr. João Santos, no município de Santa Helena de Goiás, para fazermos a experiência do Retiro

espiritual. Em conformidade com o Ano Diocesano da Palavra, tivemos como tema “A Palavra de Deus na vida dos seminaristas”. Foram dois dias de oração, reflexão, convivência e lazer, onde pu- demos aprofundar nossa intimidade com a Palavra Encarnada, Jesus Ressuscitado. No final de cada manhã, depois de termos rezado e meditado em silêncio e solidão, fazíamos uma partilha sobre os frutos deste período rico de encontro com Cristo. Quando Dener Filho estava às margens do Rio Verdão, disse-nos que rezou assim: “Essas águas que vão passando lentamente, lentamente vão aumentando minha vocação. E no embalo desta manhã eu refletirei o meu eu para decidir o meu futuro. Com firmeza decidirei o que devo ser, mas a decisão não é só minha. Conforme as águas passam e um dia hão de cair na imensidão do mar, eu também estou aqui; estou sozinho, os minutos passam, mas esta solidão está completamente cheia, e cheia da peça mais importante que vai me tornar pescador de homens, que é Deus.”

Pe. Nixon entre os jovens seminaristas

Monges Beneditinos

Mosteiro São bento em Mineiros

Jubileu de Ouro dos Monges Beneditinos


Famílias comemoram o Jubileu de Ouro de seus pais e avós, como um momento para valorizar as memórias de dedicação e amor. Nós monges também tivemos essa oportunidade. Cinquenta e um anos atrás a Abadia de São Bento em Kansas nos Estados Unidos enviou alguns de seus monges ao Brasil para fundar outro mosteiro. Eles foram recebidos na cidade de Mineiros, Goiás, em 26 de abril de 1962, cinquenta anos atrás. O Abade atual da Abadia, Dom Barnabas Senecal, veio para celebrar o evento solene conosco.  Ele apresentou-nos um cálice para usar em nossas massas que simbolizam os nossos esforços unidos para viver e fortalecer o vínculo do amor no Senhor ressuscitado. Ele participou das três missas de Ação de Graças, deixando sua mensagem de gratidão e encorajamento: na Igreja de São Bento, sábado, 28 de abril, presidida pelo Bispo Herbert Hermes, OSB, na Matriz Espírito Santo, Igreja, domingo, 29 de abril, presidida por Dom Rodrigo Perissinotto, OSB, e no Mosteiro de São Bento em Goiânia, segunda-feira, 30 de abril. Nesta casa de formação em Goiânia, Prior Duane Roy, OSB, presidiu e pregou na missa concelebrada pelos bispos eméritos, Dom Antônio e Dom Heriberto.  A Igreja do Espírito Santo em Mineiros é onde os monges missionários começaram o Priorado São José, e exerceram seu ministério paroquial até a criação da Paróquia de São Bento em 2010, uma segunda paróquia na cidade de Mineiros.

Em Goiânia, no dia seguinte à celebração, a família veio ao mosteiro para celebrar a missa da tarde com a gente. O casal participa dos Oblatos Beneditinos. Eles participaram na celebração histórica na noite anterior. Aproveitei a oportunidade para perguntar o que eles considerados significativos sobre a celebração. Ele disse que cinquenta anos fala de permanência e estabilidade. Usando uma comparação de sua vida profissional como vendedor explicou que alguns produtos estão nas prateleiras por mais tempo do que outros, mas estes também perdem a popularidade. A vida monástica é um produto em oferta por um longo tempo, e continua forte até hoje! Claudia, sua esposa, disse que percebeu uma alegria tranquila quando alguns dos monges falaram de seus confrades no passado, e em relatar estórias irradiavam orgulho do seu passado, e contentamento por fazer parte deste grupo de monges.

Arcebispo emérito de Goiânia, Antônio Ribeiro de Oliveira, esteve presente para o evento em Goiânia, como era o Bispo emérito da Prelazia de Cristalândia, Dom Heriberto John Hermes, OSB, que completa 50 anos como membro do Priorado de São José, no final deste mesmo ano.

Dom Herbert atestou da maneira pela qual os monges americanos relacionaram com os brasileiros ao longo dos anos, ouvindo e aprendendo, em posição de diálogo. Sua chegada ao Brasil coincidiu com a abertura do Concílio Vaticano II. Ele disse que os monges assimilaram o espírito e os ensinamentos deste Conselho, especificamente, a importância da formação e participação dos leigos na Igreja. Ele ressaltou a hospitalidade das famílias na cidade de Mineiros, que abriram para nós suas casas e seus corações, que facilitou para os monges de se adaptar e ‘encarnar’ numa cultura diferente. Ele também enfatizou a centralidade do “Ora et Labora” – Oração e Trabalho - o carisma beneditino em nosso testemunho de missionários.

Dom Joaquim Carlos, que ingressou no mosteiro São José em 1974, compartilhou com o grupo de amigos, oblatos, clérigos e religiosas que era o Arcebispo Dom Antônio que gentilmente recebeu os monges na Arquidiocese de Goiânia, incentivando-os a construir sua casa monástica de formação, não  necessitando de assumir uma paróquia, mas para manter as portas abertas para leigos e clérigos que procuram orientação espiritual e reconciliação sacramental.

Dom Heriberto, Monjes Beneditinos e Padres Diocesanos durante a
 comemoração dos 50 anos da chegada dos Monges em Mineiros, GO

Dom Vinicius, nosso mais jovem monge presbítero, resumiu: “Fizemos um profundo olhar ao nosso passado com esta celebração, e alegramos com gratidão. Precisamos agora olhar para frente, não só para planejar e administrar nossas atividades, mas para sermos homens de visão do carisma beneditino e evangelização.

Com o coração agradecido e esperança renovada abraçamos o futuro. Agradecemos a cada um de vocês por seu apoio e preces.
Por Dom Rui, OSB, Prior

Mosteiro São José
Av. Antônio Carlos Paniago s/n
Setor São Bento.
Telefone: (64) 3661-1388


5 de março de 2012

Jubileu dos Bispos

Terá início dia 26 de março em toda a diocese, o ano jubilar em comemoração aos 70 anos de Dom Germano Vega Campon como Bispo Prelado de Jataí (1931) e aos 50 anos de Ordenação Episcopal e Posse como Segundo Bispo Diocesano, de Dom Benedito Domingos Vitor Cóscia (1961).

Dom Germano Campón, OSA        Dom Benedito Coscia, OFM

JUBILEUS DOS PASTORES DOM GERMANO E DOM BENEDITO

O objetivo deste grande evento é comemorar essas datas importantes, fazendo memória da vida e ministério desses dois pastores que propagaram a fé, evangelizaram e conduziram a porção do povo de Deus;- Reavivar as comunidades e a sociedade em geral, as contribuições e realizações na formação humana, cristã, política e cultural, empreendidas por esses pastores no sudoeste goiano;- Resgatar o valor e a importância da ação evangelizadora desses pastores para a Igreja em Goiás e no Brasil. A abertura dos jubileus e lançamento oficial será dia 26 de março com peregrinação à Catedral Divino Espírito Santo em Jataí e visita aos túmulos dos bispos, onde acontecerá a Santa Missa presidida por Dom Majella com Eucaristia solene às 19h, quando todas as paróquias da diocese deverão participar. Nesta data será feira a oração do jubileu, apresentado o Estandarte contendo as fotos dos dois bispos e seus lemas episcopais e terá início o Museu ambulante (fotos dos dois bispos, insígnias episcopais) que percorrerá cada distrito por ocasião do lançamento festivo. O Lançamento festivo será a partir do dia 26/03/11, quando cada paróquia se programará para celebrar em comunidade ou comunidades o jubileu. A Diocese sugere algumas atividades que podem ser realizadas nas paróquias:- Celebração da Santa Eucaristia;- Oficinas com os seguintes temas: casais, juventude, adolescentes e crianças;- Simpósio: sobre a abrangência da atuação desses homens no âmbito sócio-políticoeconômico e religioso;-Atividades para Jovens, adolescentes e crianças: passeio ciclístico; festival de música sacra; gincanas (arrecadação de alimentos para nossas creches).

Atividades para Casais e Adultos: encontro de pastorais para recontarem a sua história, partilharem suas experiências e viverem na espiritualidade do rebanho diocesano;- Fazer uma exposição de documentos e fotos da caminhada diocesana daquela época perpassando aos dias de hoje;- Palestras educativas em todas as pastorais e movimentos das paróquias; ressaltando o ontem, o hoje e o amanhã das pastorais, entre outras. Dia 21 de junho será feita a comemoração aos 92 anos de fundação da prelazia, este dia deverá ser de oração pelas vocações sacerdotais e religiosas com missa pela manhã, em todas as paróquias da diocese e com exposição do Santíssimo. (Obs.: Os senhores padres devem motivar os fiéis a participarem da adoração, ao longo do dia, seja por pastorais, movimentos ou até mesmo de maneira individual). Ao final do dia haverá o encerramento com a bênção solene. Dia 20 de outubro acontecerá a celebração dos 70 anos de Dom Germano como Bispo Prelado, na ocasião haverá a Celebração Eucarística com as Famílias, quando os casais serão motivados a fazerem a renovação dos compromissos matrimoniais.

Dia 12 de dezembro será realizada a celebração dos 50 anos de ordenação episcopal e de posse de Dom Benedito como o 2º Bispo diocesano. Assim, será encerrado o ano Jubilar, com missa na Catedral e inauguração do Memorial Dom Benedito. Vale lembrar que: a) as atividades que se referem aos dias 21/06 e 20/10 precisam acontecer em todas as paróquias da diocese em comunhão nas respectivas datas; b) as demais atividades propostas para o ano jubilar sejam realizadas segundo a preferência de cada paróquia ou até mesmo distrito.

BREVE HISTÓRICO

Em 21 de junho de 1929 nasce a prelazia de Jataí, pela bula Sollicituo Quae in Omnes do Papa Pio XI. Entregue aos padres Agostinianos da Província do Santíssimo Nome de Jesus da Espanha. No dia 20/10/1930 frei Germano Vega Campón é nomeado Administrador Apostólico da prelazia. Tomou posse em 28 de abril de 1931. Foi resignado ao governo da Prelazia de Jataí em 12 de maio de 1955 e faleceu aos 31 dias do mês de maio de 1966. A Prelazia de Jataí foi elevada a diocese em 26 de março de 1956 pela bula Quo Aptiori do Papa Pio XII. Dom Benedito Domingos Vito Coscia, OFM, foi eleito bispo da Diocese de Jataí em 8 de junho de 1960. Ordenado bispo em 21 de setembro de 1961.- Em 12 de dezembro de 1961, Dom Benedito tomou posse como segundo Bispo Diocesano de Jataí.- Em fevereiro de 1999 teve seu pedido de renúncia aceito pelo Santo Padre, o Papa João Paulo II.- Em 22 de maio de 1999 fora nomeado Administrador Apostólico da diocese permanecendo até 26 de fevereiro de 2000. Como bispo emérito morou em Goiânia por 9 anos. Faleceu em 30 de abril de 2009. Seu corpo fora transladado para Jataí, onde se encontra sepultado na crípta da Catedral Divino Espírito Santo.


ORAÇÃO PARA O JUBILEU DOS BISPOS
(Pe. Everaldo Alves de Assis)

Ó Deus, todo poderoso, tomado de amor pela humanidade inteira, viestes ao mundo na pessoa do vosso Filho eterno, para nos salvar e nos concedestes, há 11 anos atrás, celebrar o grande jubileu dos 2.000 anos daquela vinda tão esperada. Esta vossa Igreja particular quer hoje vos louvar por nos trazer novamente a alegria jubilar na comemoração dos 70 anos de Dom Germano Vega Campon, Bispo prelado e dos 50 anos de Dom Benedito Domingos Coscia, o 2º Bispo Diocesano. Quando viestes para ser o Emanuel, Deus Conosco, assumindo a nossa humanidade, ao nascer do ventre da Virgem Santíssima, vos fizestes definitivamente o supremo Pastor da humanidade e, para continuar a apascentar o vosso rebanho, prometestes: “Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jr 3,15), constituindo, de imediato, o Colégio Apostólico com o desígnio de ser continuada a sua sucessão através dos Bispos. Receba, Senhor, a nossa ação de graças, por tantos bispos dedicados e zelozos que suscitastes no seio da tua Igreja, entre os quais estes dois patriarcas e heróis da fé no sudoeste goiano: Dom Germano e Dom Benedito, que exercendo fielmente a tríplice função episcopal de ensinar, santificar e governar, lançaram os fundamentos e criaram as extruturas de uma Igreja viva, desde as bases desta nossa Diocese de Jataí. Eles, com tão poucos e precários recursos, de modo admirável, pregaram a palavra, promoveram a unidade do rebanho, incrementaram a missão evangelizadora, criaram e reavivaram as comunidades, fizeram o bem na sociedade em geral, deram expressivas contribuições na formação humana, cristã, política e cultural. Senhor, este jubileu dos nossos dois bispos, nos faz retomar a vossa feliz e enriquecedora recomendação da carta aos Hebreus: “Lembrai-vos de vossos dirigentes que vos pregaram a Palavra de Deus e, considerando o fim de suas vidas, imitai-lhes a fé” (Hb 13,7). Fazei que, pela intercessão da Virgem Maria, esta Igreja particular do Divino Espírito Santo seja fecundo celeiro de santas vocações missionárias e continue a produzir largamente os bons frutos das sementes que nos foram lançadas por Dom Germano Vega Campon e por Dom Benedito Domingos Coscia. Amém.

1 de março de 2012

Páscoa

Mensagem para Páscoa Dom Majella, C.Ss.R.
Bispo diocesano 

Rev.mos Párocos, Vigários paroquiais, diáconos, administradores pastorais, comunidades religiosas e lideranças leigas

Amados irmãos e irmãs,

Cristo vive. Isso constitui a causa de nossa esperança, mas também constitui a fonte de nossa fé. Ao celebrar a festa da Páscoa é preciso vivê-la com particular intensidade e no duplo aspecto de morte e ressurreição do Senhor, de aniquilamento e comunhão, de cruz e esperança.

Estamos no Ano Diocesano da Palavra de Deus, ano de renovação interior, de conversão total, de formação, celebração e acolhida orante pela leitura e meditação da Sagrada Escritura. A Palavra de Deus é acontecimento, em que o Pai entra na história, em que o Filho prolonga o mistério de sua Páscoa e o Espírito atua com sua força. Com o Apóstolo Tiago permito-me suplicar-lhes, como humilde cooperador de Deus e ministro da Palavra: “Tornai-vos praticantes da Palavra e não simples ouvintes.” (Tg 1,22).

Como eu gostaria que este ano, em cada paróquia, em cada capela, em cada comunidade cristã, a Páscoa fosse uma visível e contagiante manifestação da alegria que nasce de corações novos, definitivamente mudados pelo encontro com o Senhor ressuscitado e no redescobrimento da sua Palavra, comprometidos com o próprio Deus da vida, que é Palavra que ama, salva, transforma e liberta. A Páscoa tem que deixar em nós a segurança de que Cristo vive e prossegue peregrinando conosco na história.

Quero insistir na terceira urgência do nosso Plano Diocesano de Pastoral: “Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral”. A Palavra de Deus atua e frutifica à medida em que houver uma resposta de vida de fé, de esperança e de caridade da parte dos que a escutam. A resposta de fé supõe explicação e compreensão da Palavra. “Como é que vou entender se ninguém me explicar (At 8,31)”? Daí se pode entender a necessidade do estudo da Sagrada Escritura, a ser planejado de maneira correspondente às necessidades das pastorais e da pastoral de conjunto.

A Igreja é, em Cristo, comunhão universal da fé, da esperança e da caridade. Mas a nossa diocese tem um compromisso especial com a Igreja no Brasil, na América Latina e Caribe neste ano de 2012: no coração de cada sacerdote, de cada religiosa e religioso, de cada leigo e leiga e de cada pessoa de boa vontade, que busca a Deus “com coração sincero”, haverá de experimentar-se a eficácia da Palavra de Deus, já que “para sempre, Senhor, como os céus, subsiste a vossa palavra” (cf. Sl 119,89). Como nos interpela o Papa Bento XVI: “que o nosso coração possa dizer a Deus cada dia: “Sois o meu abrigo, o meu escudo, na vossa palavra pus a minha esperança” (Sl 119,114), e possamos agir cada dia confiando no Senhor Jesus como São Pedro: “Porque Tu o dizes, lançarei as redes” (Lc 5,5) (Verbum Domini, 10)

Abraço-os e os abençoo de coração, em Cristo e Maria, Mãe dos Apóstolos.

20 de janeiro de 2012

São Sebastião

São Sebastião
Padroeiro de Rio Verde

O dia 20 de janeiro, assim como os nove dias que o antecede é festejado em Rio Verde há mais de um século. A data se refere a comemorações em louvor ao santo padroeiro do município, São Sebastião. Durante nove dias as famílias tradicionais da cidade, devotos das cinco paróquias e muitos outros católicos que nem sempre são tão assíduos à Igreja, participam fervorosamente desta festa. Os fieis acompanham a novena que é realizada na Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores e que tradicionalmente tem início com a transladação da imagem do santo da Igreja São Sebastião, no centro da cidade, até a Igreja Matriz Nossa Senhora das Dores, onde acontece durante os nove dias a reza do terço e em seguida a celebração da Santa Missa, cujas orações, cânticos e ladainhas são dedicados ao santo padroeiro da cidade.

Sendo Rio Verde um município voltado para as atividades rurais, cuja população em sua maioria é originária da zona rural, a devoção a São Sebastião vem desse povo que o invocava para se livrarem das pestes em animais, das pragas em lavouras, epidemias e como protetor de suas propriedades. Essa devoção remonta do século passado, de uma época em que houve muitas doenças e pestes no município, quando um dos padres que residia em Rio Verde começou a invocar São Sebastião para a cura das pessoas acometidas com essas doenças e que geralmente morriam por não ter na época, a devida assistência médica. As preces do padre foram atendidas e as pessoas passaram a devotar imenso carinho e devoção ao santo que até hoje é tido como o protetor da cidade.
 Igreja São Sebastião, a mais antiga da cidade

Um exemplo de fé do povo rio-verdense, independente de classes sociais é a participação na novena em louvor ao padroeiro do município que acontece de 11 a 20 de janeiro, às 19 horas na matriz Nossa senhora das Dores. Durante as nove noites a Igreja fica lotada pelos fieis e no encerramento quando é realizada a procissão com a imagem do padroeiro a multidão toma conta das ruas no centro da cidade onde o que se vê é o povo cantando, louvando e pagando promessas. Algumas crianças se vestem de anjo, pessoas seguem descalças e outros pagam suas promessas de diversos modos, sempre com sacrifícios, acompanhando os nove dias de oração e principalmente participando fervorosamente de todos os momentos desta festa.

No tradicional leilão várias famílias aproveitam para fazer sua oferta, seja doando, arrematando uma aprenda ou comprando uma pamonha, um caldo ou Chica Doida nas barracas da praça. Produtores rurais, empresários, classe política e a população em geral participam desses momentos festivos e religiosos, cujo lucro da festa, resultado do leilão e das barracas, é revestido em obras que a paróquia realiza ao longo do ano, estas podem ser reformas, construções e principalmente no trabalho social e pastoral que é realizado pelos leigos sob a orientação do pároco.

17 de janeiro de 2012

Monjas Concepcionistas

Na Diocese de Jataí/ GO existe um mosteiro de vida monástica contemplativa: O Mosteiro Monte Sião da Imaculada Conceição de monjas Concepcionistas da ordem da Imaculada Conceição. Este mosteiro foi fundado em 1988. É constituido por monjas que vivem em clausura, rezando “com e pela” Igreja a Liturgia das Horas ou Oficio divino, distribuindo todo o seu dia entre oração, trabalho;- vida fraterna. Um mosteiro contemplativo constitui também um dom para a Igreja local a que pertence. Representando o seu rosto orante, toma mais plena e significativa a sua presença de Igreja. (49) Uma comunidade monástica pode ser comparada com Moisés, que, na oração, decidiu a sorte das batalhas de Israel (cf. Ex 17,11) e como a sentinela que vigia de noite à espera da aurora (cf. Is 21,6).

O mosteiro representa a própria intimidade de uma Igreja, o coração onde o Espírito geme e intercede continuamente pelas necessidades da comunidade inteira, e donde se eleva sem cessar a ação de graças pela Vida que Ele concede em cada dia (cf. CoI3,17).

A contemplativa claustral cumpre em sumo grau o primeiro Mandamento do Senhor: « Amarás ao Senhor teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento» (Lc 10,27), fazendo d’Ele o sentido pleno da sua vida e amando em Deus todos os irmãos e irmãs. Ela busca a perfeição da caridade, escolhendo Deus como « o único necessário » (cf. Lc 10,42), amando-O exclusivamente como o Tudo de todas as coisas, cumprindo com amor incondicional por Ele, no espírito de renúncia proposto pelo Evangelho (cf. Mt 13,45; Lc 9,23),24 o sacrificio de todo o bem, ou seja, « tomando sagrado » e exclusivo de Deus todo o bem, (25) para que só Ele habite na grande tranqüilidade do silêncio claustral, enchendo-o com a sua Palavra e a sua Presença, e a Esposa possa dedicar-se verdadeiramente ao Único, « em oração contínua e alegre penitência », no mistério de um amor total e exclusivo.

As monjas revivem e continuam na Igreja a presença e a obra de Maria. Acolhendo o Verbo na fé e no silêncio adorador, colocam-se ao serviço do mistério da Encarnação e, unidas a Jesus Cristo na sua oblação ao Pai, tomam-se cooperadoras no mistério da Redenção. Como no Cenáculo Maria, com a sua presença orante, custodiou no seu coração as origens da Igreja, assim está confiado ao coração amante e às mãos erguidas das monjas claustrais o caminho da Igreja.

É importante que os fiéis aprendam a reconhecer o carisma e a função específica dos contemplativos, pelo sua presença discreta mas vital, pelo seu testemunho silencioso que constitui um apelo à oração e à verdade da existência de Deus.

As monjas trazem no coração os sofrimentos e as ansiedades daqueles que recorrem à sua ajuda e de todos os homens e mulheres. Profundamente solidárias com as vicissitudes da Igreja e do homem de hoje, colaboram espiritualmente para a edificação do Reino de Cristo a fim de que« Deus seja tudo em todos» (l Cor 15,28).

16 de janeiro de 2012

Nas pegadas de Francisco e Clara

Nas pegadas de Francisco e Clara
freis e freira franciscanos caminham construindo a história de Quirinópolis

Mergulhamos na história para encontrar Franciscanos e Franciscanas que se colocaram a serviço da Igreja de Quirinópolis. No seguimento de Jesus Cristo, na vida de oração e devoção e, na comunhão de vida em fraternidade, homens e mulheres demonstraram sua ação evangelizadora, continuando a obra de são Francisco.  Agradecemos eternamente a Deus que moveu estes corações para fazer chegar a este rincão do sudoeste goiano a Boa Nova do Senhor. Nossa forma de manifestar a gratidão a cada um em particular é registrar aqui seus nomes para se tornarem conhecidos de toda a Diocese de Jataí à qual também se dedicaram com intenso fervor missionário. Somos uma comunidade de fé porque presenciamos o testemunho na simplicidade e humildade de vida dos que inscrevemos aqui:

Ordem dos Frades Menores:
Fr. Artur Mayer, Fr. Capistrano F. Hein, Fr. Carlos Miller, Fr. Daniel Mcueigh, Fr. David Babcock, Fr. Deusdeth B. de Castro, Fr. Donaldo Chin, Fr. Donario Falconeri Cardoso, Fr. Dorcílio de Oliveira Júnior, Fr. Edmundo J. Fox (Fr. Tomé), Fr. Geraldo R. Mudd, Fr. Gregório O’Donnell, Fr. João Batista Vogel, Fr. João José Burke, Fr. João Mendes, Fr. José Afonso de Oliveira, Fr. Juvenal F. Leahy, Fr. Luiz Gonsale, Fr. Marcos Smith, Fr. Olivio Obalhe Teodoro, Fr. Paulo Osborne, Fr. Rafael Donano, Fr. Remy F. Richardson, Fr. Rosário A. Vieira, Fr. Sérgio José de Almeida, Fr. Teófilo Musser, Fr. Tomas Jones, Fr. Vilmar R. Batista.

Irmãs Franciscanas de Allegany:
Ir. Ana Lúcia da Silva, Ir. Ângela Teresinha Gonçalves, Ir. Aparecida Maria Guimarães, Ir. Clara Francisca de Jesus, Ir. Cleusa Alves da Silva, Ir. Dayanne Rodrigues Santana, Ir. Diva Aparecida Machado, Ir. Edith Pereira de Oliveira, Ir. Iolanda Maria Borges, Ir. Jerônima Rodrigues Lopes, Ir. Joaquina Márcia Araujo dos Santos, Ir. Maria Abadia da Silva, Ir. Maria Anita Batista, Ir. Maria Antonia Mota Ribeiro, Ir. Maria Assumpta Cunha, Ir. Maria Donizete de Freitas Rabelo, Ir. Maria Elcy Resende, Ir. Maria Guiomar de Sousa Oliveira, Ir. Maria Helena Guimarães Sepulveda, Ir. Maria Inês da Silva +, Ir. Maria José Monteiro, Ir. Maria Leide de Oliveira, Ir. Maria Luisa Teixeira, Ir. Maria Madalena de Souza, Ir. Maria Margarida de Carvalho, Ir. Oneida das Graças Resende, Ir. Patrícia Ribeiro da Silva, Ir. Paula Maria Pereira, Ir. Teresinha de Jesus Santos, Ir. Terezilda de Aguiar, Ir. Terezinha de Jesus Oliveira, Ir. Valdete Patrocínio.

Por: Maria Sofia (PASCOM)

14 de janeiro de 2012

A Festa do Santo Padroeiro


Seguindo um calendário de certo modo paralelo ao calendário litúrgico, as comemorações do padroeiro principal do lugar ou da cidade, transformam em festa a vida da comunidade eclesial. Toda igreja edifício é dedicada ao Senhor, segundo antiquíssimo costume. Por tradição, ao erigir uma igreja, ou fundar uma comunidade cristã, busca-se encontrar para a mesma um titular. Ele é escolhido para ser o intercessor da comunidade junto de Deus. Este será a Santíssima Trindade, ou Nosso Senhor Jesus Cristo sob a invocação de algum mistério de sua vida ou de nome empregado na liturgia; ou o Espírito Santo, ou a Santíssima Virgem Maria, sob algum qualificativo usado na liturgia; ou os Santos Anjos, ou enfim um Santo inscrito no Martirológio Romano (cf. Ritual da dedicação de Igreja, 4).

O certo é que ao edificar uma igreja templo os fiéis procuram as grandes figuras cristãs. O santo padroeiro é comemorado e venerado em comunidade, prestando-lhe um culto solene, para que os fiéis aprendam seu exemplo pelas suas boas obras. É uma forma de evocar o próprio mistério do viver. É a festa que marca o tempo da comunidade. Tem algo de místico, porque celebra a vida. É festa. Festa da igreja Povo de Deus.

A ocasião é um apelo à conversão e oferece através dos ensinamentos, crescimento e amadurecimento à vida da comunidade paroquial. O acontecimento também favorece a interação das pastorais e a aproximação das famílias, na medida em que envolvem todos os seguimentos da comunidade numa dinâmica reflexiva, celebrativa e de confraternização. A Igreja deseja que tal acontecimento sirva para educar os fiéis na vida cristã, ajudando-os a aprofundar e viver com mais autenticidade o que celebram na liturgia.


Na nossa diocese de Jataí as paróquias organizam a festa do santo padroeiro como acontecimento de salvação. Algumas mais criativas outras menos. Para preparar com solenidade a missa da festa a comunidade se expressa através de novenas ou tríduos. Outras expressam a festividade com uma procissão com a imagem do padroeiro. A procissão é uma assembléia litúrgica em caminhada. Manifesta a fé do povo Exercita a piedade dos fiéis e louva a Deus, dá graças ou pede a sua proteção. São várias as expressões da piedade popular que se manifestam nesta ocasião.

O mês de janeiro além de ser o tempo das fortes chuvas e das férias, é o mês de comemorarmos o dia de São Sebastião. Na diocese temos duas paróquias e seis capelas dedicadas a São Sebastião. Com novenas, tríduo, celebrações, visitas, carreatas, procissões preparamos para celebrar a vida desse cristão que foi soldado e viveu no século III. A vida de São Sebastião, não obstante os muitos séculos que dela nos separam, pode iluminar-nos aqui e agora no seguimento de Jesus, suscitando em cada um de nós, em nossas famílias, comunidades e paróquias um novo vigor e um novo impulso para levar adiante a obra que Cristo quer realizar através de sua Igreja.

Pesquisando alguns documentos da nossa diocese de Jataí, encontrei um relato com a data de 20 de janeiro de 1919, que afirma: “grassando com intensidade nos Municípios vizinhos de Jathay a temível epidemia de ‘Gripe Hespanhola’  que tantas vitimas tem feito em outros lugares, ceifando vidas preciosas, o Vigário de Jathay, por occasião da Festa do Glorioso Martyr São Sebastião, no dia 20 de janeiro, dia em que se festejam o glorioso Martyr, fez um voto pelo povo de mandar encomendar a sua imagem quando   a q u i   c h e g asse ,   o   p o v o acompanhado pelo Vigário transportaria a dita imagem em procissão a Igreja Matriz, percorrendo as principais ruas da cidade. Estando de sahida para São Paulo o Sr. Olimpo Toledo de boa vontade encarregou de leva a dita imagem, mandando encama-la. Aqui chegando a 22 de junho o Vigário convidou a todos para a dita transladação no dia 23 as duas horas da tarde, havendo a imagem sahir em procissão  das portas da cidade. Depois de benta a imagem sahiu a procissão em boa ordem acompanhada pela banda de Musica que de boa vontade se prometeu para mais brilhantismo da festividade.  Percorrendo as ruas principais da cidade com fogos entrou a procissão na Capela de Nossa Senhora do Rosário. Cantava os versículos em honra de São Sebastião dada a oração, seguiu logo a benção do Santíssimo Sacramento, encerrando assim o voto feito. É para admirar-se que entrando aqui a epidemia da gripe, entreou Ella com caracter benigno não ceifando vidas preciozas como em outros lugares. Louvor seja dado ao Glorioso Martyr São Sebastião”.(Voto da Parochia de Jatahy ao Glorioso Martyr S. Sebastião. Documento do acervo da Cúria Diocesana de Jataí – GO).

Olhar para nossos irmãos de fé que nos legaram um grande exemplo de devoção a São Sebastião, como na história transcrita, só pode nos fortalecer e firmar em nós as virtudes indispensáveis para o cumprimento dos nossos compromissos batismais. Que o bom São Sebastião invencível atleta da fé, que entregou sua vida, seja o grande farol a nos apontar a estrada certa nestes tempos que, às vezes, nos parecem tão difíceis, nos ajude a viver a “fé nos desafios de nosso tempo”.


Dom José Luiz Majella Delgado - Bispo diocesano de Jataí – GO

13 de janeiro de 2012

Ano da Palavra de Deus


Com a celebração litúrgica do 2º Tempo Comum abriremos na Diocese o “Ano da Palavra de Deus”.  O ato ocorrerá no domingo seguinte a festa do batismo do Senhor que neste ano cai na segunda-feira, 9 de janeiro. O encerramento acontecerá com a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do universo, 25 de novembro de 2012. Com o objetivo de motivar as Paróquias, capelas, Movimentos eclesiais, nossas famílias e todo o povo para que busquem alimentar-se da Palavra de Deus como Fonte de vida da ação evangelizadora traçamos como meta ‘nenhuma família diocesana sem a Bíblia’ e aprofundaremos o estudo da Exortação Apostólica pó-sinodal do Papa Bento XVI – Verbum Domini e das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011 – 2015), onde nossos bispos apresentaram a “Igreja como lugar de animação bíblica da vida e da pastoral”. Tais documentos vieram reforçar o entusiasmo em torno da Palavra de Deus, seu primado e de sua centralidade. Como Igreja diocesana vamos redescobrir esta centralidade da Palavra de Deus na vida cristã, conhecê-la em profundidades e ensinar aos filhos, argumentar com ela, tomar decisões a partir da Palavra e, mais que tudo, rezar com Deus vivo, por meio da Sagrada Escritura. O Conselho Diocesano para a liturgia traçaram caminhos adequados á nossa diocesana com o objetivo de facilitar a aproximação da Sagrada Escritura e cegaremos ao encontro com a Palavra. Igualmente peço aos Conselhos Paroquiais, os Movimentos eclesiais e Pastorais, vamos promover um verdadeiro “mutirão bíblico”, definido um programa a ser abraçado por todas, para que o alimento da palavra de Deus é um fato; é a pessoa de Jesus Cristo que os Apóstolos encontraram enquanto caminhar, ao longo do mar da Galileia e que a Igreja proclama com alguém que hoje pode ser encontrado nas estradas da nossa vida. Vamos ouvir, ver, tocar e contemplar (cf. I Jo 1,1) a  beleza e o fascínio deste encontro com o Senhor, o “Verbo da Vida, já que a vida mesma e manifestou em Cristo” (Verbum Domini – VD,12.). Vamos testemunhar para a Igreja e para o mundo de como é belo o encontro coma Palavra de Deus na comunhão eclesial. Portanto, exorto todos os fiéis a redescobrirem o encontro pessoal e comunitário com Cristo, Verbo da Vida que Se tornou visível, a fazerem-se seus anunciadores para que Se tornou visível, a fazerem-se seus anunciadores para que o dom da vida divina, a comunhão, se dilate cada vez mais pela nossa diocese e o mundo inteiro (VD, 2). Um ano da Palavra. A alegria do encontro com a Pessoa de Cristo, Palavra de Deus presente no meio de NÓS. Vamos começar hoje a tomar nas mãos a Escritura, para encontrar nela, e por meio dela, o Verbo Encarnado.


Dom José Luiz Majella Delgado - Bispo diocesano de Jataí – GO

30 de dezembro de 2011

Ano Jubilar

Por ocasião do Ano Jubilar em homenagem aos bispos Dom Germano  Vega Campón e Dom Benedito Domingos Coscia, o Núncio Apostólico no Brasil, Dom Lorenzo Baldisseri presidiu no dia 12 de dezembro de 2011, na Catedral Divino Espírito Santo de Jataí (GO), a Santa Missa em Ação de Graças pelas comemorações.

Dom Lorenzo foi recebido por Dom José Majella Delgado, Bispo de Jataí e antes da Santa Missa, foi feita uma peregrinação à cripta da Catedral onde estão os túmulos dos bispos jubilares. Logo em seguida aconteceu a inauguração do Acervo Diocesano do Patrimônio Histórico Dom Germano Vega Campón.

Segundo Dom Majella, para celebrar o Jubileu, foi feito na diocese uma revisão da história da Igreja particular de Jataí com o objetivo de tornar conhecida a história da diocese e dos bispos que já passaram por ela.

Dom Majella completou destacando que, "a partir desse jubileu e iluminados pelo Documento de Aparecida, queremos iniciar um tempo de revisão de nossa caminhada pastoral. Escolhemos como temas prioritários de nosso trabalho: a catequese, a liturgia e a caridade".


Prefeito de Jataí Humberto Machado, PMDB e Dom Majella Delgado, C.Ss.R. 
recepcionam Dom Lorenzo


Autoridades local



28 de novembro de 2011

Ordenação Presbiteral

 Padre Helenivaldo é ordenado presbítero na Catedral em Jataí

A Ordenação Sacerdotal é um momento muito especial em uma comunidade. É uma ocasião de grande importância tanto para aquele que será ordenado, como para a Igreja inteira. A Ordenação Presbiteral de Helenivaldo Ferreira dos Santos aconteceu neste sábado, 26, às 9h na Catedral do Divino Espírito Santo em Jataí. Ele escolheu como tema para sua Ordenação: Sacerdote Segundo Coração de Jesus!  E o lema: Para curar corações!

Foi uma cerimônia de beleza sóbria, comovente para nossa fé e nossa vida cristã, emocionando todos os que a ela assistiram: paroquianos, parentes e, principalmente, os familiares do ordenando.

O rito da celebração se iniciou com a entrada de nosso Bispo Diocesano Dom Majella e sua saudação ao povo. A seguir, teve lugar a Liturgia da Palavra, na qual foram lidos textos relativos ao sacerdócio, à missão do padre na Igreja, no mundo e na história. Depois disso, começou propriamente o rito ordenacional. Diácono Helenivaldo em seu desejo de ser ordenado padre foi chamado a se apresentar. Num gesto muito belo e simbólico, despediu-se de seus familiares e saiu do meio do povo, para apresentar-se no presbitério, dizendo: “Aqui estou”. Esta declaração reflete uma decisão tomada, às vezes, há longo tempo. A despedida dos pais implica um sacrifício, uma doação que a família faz de um de seus membros para o serviço exclusivo da Igreja.

A seguir, o Bispo dirigiu-se à assembléia, aceitando-o, para servir definitivamente à Igreja, em nome da Trindade: o Pai, que o chamou, o Filho, em nome de quem ele vai agir como sacerdote, e o Divino Espírito Santo, que vai ungi-lo.

Dom Majella em sua homilia disse que Helenivaldo em sua dignidade estava assumindo naquele momento um compromisso, uma ação marcada pelo Espírito Santo que move todo o ser, todo o agir, toda a Igreja. Para nosso bispo, padre é aquele que ama, que apascenta as ovelhas, é Cristo o bom pastor. Ser padre é um sacramento que brota do agir de Jesus Cristo, é um homem tirado do meio do povo para servir o povo. A nossa santificação consiste em amar Jesus Cristo. Segundo Dom Majella, um sacerdote só consegue curar corações curando os corações dos pobres.

Com as sábias palavras de Dom Majella chegamos à conclusão que o povo quer ver Jesus, na pessoa do padre, o povo quer ver as mãos ungidas, para ungir outras pessoas. Esta prerrogativa do padre, de ser revestido de Cristo, implica que a sua palavra não seja dele próprio, mas de Cristo. A Ele empresta a sua voz e a sua inteligência, para levar, mais uma vez, a mensagem do Evangelho ao mundo de hoje, adaptada às muitas indagações e carências. Seus gestos reproduzem aqueles que Jesus instituiu e mandou repetir: os Sacramentos, fontes de graça para nossa santificação.

Dom Majella dirigiu-se, novamente, ao diácono, para confirmar sua intenção de abraçar o sacerdócio, com as disposições e renúncias necessárias. Prostrado por terra, Helenivaldo manifestou o reconhecimento de sua nulidade, fraqueza, pequenez, diante da grandiosidade do ofício que estava prestes a assumir. A comunidade se ajoelhou e entoou a Ladainha de Todos os Santos. Parece-nos que todos os santos invocados naquele momento, impuseram suas mãos sobre sua cabeça em sinal de bênção.

Finalmente, chegou o momento central da ordenação, que consiste na imposição das mãos pelo Bispo. Esse gesto vem desde os tempos mais antigos dos Patriarcas, passando por Jesus, pelos Apóstolos e chega até nossos dias. Os padres que ali se encontravam, compondo o Presbitério, também impuseram individualmente as mãos sobre a cabeça do ordenando. Foi um momento de muita emoção, no reconhecimento da presença do Espírito Santo. Em seguida Helenivaldo foi consumado sacerdote para todo o sempre.

Já como padre revestiu-se dos paramentos sacerdotais: a estola, símbolo do poder e da santidade do sacerdócio e a casula, traje próprio para a celebração do sacrifício da Eucaristia. Num outro belo gesto, Dom Majella voltou a chamar o neo-sacerdote para ungir-lhe as mãos.

No momento propício, foram apresentadas as ofertas, o pão e o vinho, para serem usados nesta primeira Missa, que ele concelebrou com o Bispo. Essas ofertas simbolizam, também, o que o padre vai fazer a vida inteira: repetir os gestos de Cristo, na mesma entrega, deixando-se consumir para o bem do povo.

Ao término da cerimônia, o Bispo convidou o recém-ordenado a dirigir sua primeira palavra ao povo de Deus e dar-lhe a bênção de suas mãos ungidas, agindo, a partir de agora, na Pessoa de Cristo.

Seu gesto suscitou grande comoção entre o povo. Conclui-se a Ordenação com a bênção do celebrante. Ao final, Dom Majella, agradeceu a mãe do agora Pe. Helenivaldo, pela coragem de acompanhar seu filho nessa decisão, e pela generosidade de oferecê-lo à Igreja. Anunciou também que a paróquia Nossa Senhora d’Abadia de Quirinópolis seria agraciada com a permanência do Padre Helenivaldo em seu meio.

Primeira missa

A primeira missa do Padre Helenivaldo em nossa paróquia foi celebrada no dia 27 às 19 horas na Igreja Matriz. Esteve presente na celebração, Padre Ciro Ricardo da Silva Freitas da cidade de Dourados. Este acontecimento será eternizado em nossa história. Contaremos aos nossos netos como o nossa cidade foi abençoada no dia em que Pe. Helenivaldo sagrou-se padre, sacerdote para sempre. É Deus que revela o seu amor por nós e pede a nossa resposta.

Rezamos ao Senhor da messe, que chamou este jovem como operário para a sua messe para que nesta messe persevereis até ao Primeira missafim. Hoje, como Zacarias disse no dia do nascimento de João, a Igreja dirás para você: E tu menino serás chamado Profeta do Altíssimo (Lc. 1, 76).

Que a perseverança de nosso novo Padre seja o fruto das orações que hoje elevamos ao Senhor! Persevere como profeta do Altíssimo! Perseverai como sacerdote de Jesus Cristo! Produzi frutos abundantes!

“O teu sim nos encheu de contentamento. Saiba que seremos presença em todos os momentos da tua vida. Deus que te inspirou, acolheu e conduziu, estará sempre contigo”. Hoje rezamos por você! Amanhã você nos conduzirá ao Céu.

31 de outubro de 2011

Encontro com prefeitos

A Diocese de Jataí (GO), no Sudoeste Goiano, realizou um encontro com prefeitos no dia 22 de outubro, com a participação dos Prefeitos do sudoeste goiano. O encontro fez parte das comemorações dos 80 anos de posse como administrador apostólico de Dom Germano, 70 anos de sua ordenação, posse como bispo prelado e 50 anos de seu falecimento. Este ano de 2011 comemoram-se ainda os 50 anos de ordenação episcopal e posse como segundo bispo diocesano, Dom Benedito.

O atual Bispo Diocesano de Jataí, Dom José Luiz Majella Delgado convidou os prefeitos da diocese, que compreende 25 municípios, para um momento de reflexão. O sudoeste goiano faz parte da tradição pessoal do nosso povo. Este povo, a nós confiado é obrigatoriamente ligado a terra, ao seu território. O município é o lugar privilegiado não só de suas características naturais como cerrado, rios e o solo, mas é, principalmente, onde nossos antepassados deixaram a sua marca, onde eles cresceram, onde eles construíram a sua história de vida, e que nós herdamos esses valores, disse o Bispo em seu discurso.

Antes de encerrar, lembra Dom José Luiz Majella, somos confrontados com transformações que interrogam a nossa identidade e a nossa fé até aos fundamentos. Convido a todos, vamos assumir atitude de discernimento crítico, várias vezes lembradas pelo Papa Bento XVI, quando nos convida a fazer uma releitura do presente a partir da perspectiva da esperança que o cristianismo oferece como dom.

Lembrou o Bispo aos prefeitos, que dividam a liderança para assumir a responsabilidade, ela não pode ficar ligada a uma só pessoa. “O povo joga nas costas do líder a responsabilidade pelo próprio destino”, salientou ao citar trechos da Bíblia Sagrada com o tema.

Na oportunidade, foram apresentadas todas as obras sociais realizadas pela Diocese de Jataí na região sudoeste goiana.

28 de março de 2011

Celebração

A diocese de Jataí (GO) celebrou no dia 26 de março de 2011, o jubileu de dom Germano Vega Campon (80 anos de posse como administrador apostólico e 70 de ordenação e posse como primeiro bispo prelado de Jataí). O Jubileu foi dedicado também ao segundo bispo diocesano de Jataí, dom Benedito Domingos Cóscia, (50 anos de ordenação episcopal e posse como bispo diocesano).

Para o bispo diocesano de Jataí, dom José Luiz Majella Delgado, a diocese vive um momento de graça em poder celebrar o Jubileu de dom Germano e dom Benedito. “Esse é um tempo rico de grande simbologia para nossa Igreja Diocesana. Simbologia, pois, a experiência de fé dos bispos dom Germano e dom Benedito é, entre nós, um sinal de abnegação e de entrega a Deus”, disse o bispo.
Ainda segundo dom Majella, para celebrar o Jubileu, foi feito na diocese uma revisão da história da Igreja particular de Jataí com o objetivo de tornar conhecida a história da diocese e dos bispos que já passaram por ela. “O ano jubilar iniciava-se sempre com uma revisão da história. Revisava-se a história para dar um novo sentido ao tempo que se iniciava a partir da proclamação do Jubileu”, frisou.
Dom Majella completou destacando que, “a partir desse jubileu e iluminados pelo Documento de Aparecida, queremos iniciar um tempo de revisão de nossa caminhada pastoral. Escolhemos como temas prioritários de nosso trabalho: a catequese, a liturgia e a caridade”.

Histórico

Criada prelazia no dia 21 de junho de 1929, pela Bula “Solicitudo Quae in Omnes”, do papa Pio XI, a Igreja particular de Jataí foi desmembrada da antiga arquidiocese de Goiás. Um ano depois, em 20 de outubro de 1930, foi nomeado como administrador apostólico, frei Germano Vega Campon, OESA. Aos 19 de abril de 1941, dom Germano foi nomeado primeiro bispo prelado ordinário de Jataí e titular de Oreo. A ordenação Episcopal aconteceu no dia 1º de junho do mesmo ano.

Jataí recebeu o título de diocese no dia 26 de março de 1956. O fato aconteceu a partir da criação da arquidiocese de Goiânia, pelo papa Pio XII. Em 1957, dom Abel Ribeiro Camelo se tornou o primeiro bispo diocesano de Jataí. Três anos depois, em 1960, dom Abel foi transferido para a diocese de Goiás e nomeado administrador apostólico de Jataí no dia 14 de maio. Ele faleceu no dia 24 de novembro de 1966, na Cidade de Goiás.

No dia 8 de maio de 1961, o frei Benedito Domingos Coscia, frade menor capuchinho, foi nomeado o segundo bispo diocesano de Jataí. Até então ele era pároco em Pires do Rio (GO). Ele ficou à frente da diocese por 38 anos.

1 de março de 2011

Saúde dom de Deus


A saúde é um dom de Deus a ser cuidado pela própria pessoa,
pela comunidade e pela sociedade.

Dom José Majella Delgado, C.Ss.R.
Bispo diocesano de Jataí 

«Pelas suas chagas fostes curados» (1 Pd 2, 24)

Todos os anos, na memória da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, que se celebra no dia 11 de fevereiro, a Igreja propõe o Dia Mundial do Doente. Esta circunstância, como quis o saudoso Papa João Paulo II, torna-se a ocasião propícia para refletir sobre o mistério do sofrimento e, sobretudo, para tornar as nossas comunidades e a sociedade civil mais sensíveis aos irmãos e irmãs doentes.

O Papa Bento XVI escreveu a sua mensagem para este que já é o 19º Dia Mundial do Doente com o lema: “Pelas suas chagas fostes curados” (1Pd 2,24). Recorda-nos o Santo Padre que Jesus Cristo, “o Filho de Deus sofreu, morreu, mas ressuscitou, e exatamente por isso aquelas chagas tornam-se o sinal da nossa redenção, do perdão e da reconciliação com o Pai” (Mensagem para o 19º Dia Mundial do Doente).

Temos assim, por ocasião deste dia, muitas atitudes a ser feitas para promover nas Paróquias, Capelas, Movimentos, setores e grupos de reflexão um cuidado mais eficaz para com os sofredores. A saúde é um dom de Deus a ser cuidado pela própria pessoa, pela comunidade e pela sociedade. A missão da Igreja é aproximar-se das pessoas que se encontram em situações de abandono, de exclusão e de dor, que contradizem o projeto do Pai, para assumir o compromisso a favor da cultura da vida (cf. DAp 358).

A CNBB mobilizou toda a Igreja no Brasil em torno da saúde com a Campanha da Fraternidade de 1981 (“Saúde e Fraternidade”, com o lema: “Saúde para todos”) e de 1984 (“Fraternidade e Vida, com o lema: “Para que todos tenham vida”). E em junho de 2010, o Conselho Episcopal Pastoral da CNBB – CONSEP aprovou por unanimidade o tema da Campanha da Fraternidade de 2012: Fraternidade e Saúde Pública. Sem dúvidas, é uma vitória do povo brasileiro cristão, que almeja uma saúde mais acessível e digna! A dura realidade que permeia o setor saúde e que provoca uma interferência direta na vida da imensa maioria da população brasileira faz com que possamos inferir que a Saúde no Brasil vive um dos períodos mais críticos e precários. Podemos enumerar aqui alguns dos mais sérios e delicados problemas que enfrentamos na nossa região e diocese: Dificuldades de manter a clínica Pe. Thiago, em Jataí, pelos motivos, entre outros, da burocracia e tendência a terceirização das unidades públicas de saúde; A proliferação da Dengue (Aedes aegypti), com crescente número de óbitos e outras doenças infecto-contagiosas, como tuberculose, HIV/AIDS Acentuada gestação de menores e a banalização das práticas abortivas; O crescente consumo de drogas com destaque ao crack, sobretudo, na faixa infanto-juvenil; Os alarmantes homicídios, suicídios e as mortes violentas; As ameaças ao meio ambiente com o desmatamento, a contaminação da água e do ar.

Por isso, a Diocese de Jataí, como Igreja Particular, deve dar um passo importante na realização da atividade missionária em favor de uma política pública para que os governos Federal, Estadual e Municipal atendam aos direitos básicos em relação à saúde da população. “A saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meioambiente, trabalho, transporte, lazer, liberdade e acesso a serviços de saúde” (VIII Conferência Nacional de Saúde 1986).

Mantemos na diocese três casas de apoio para a recuperação dos dependentes químicos e assistimos outras mantidas por instituições. Desenvolvemos a Pastoral da AIDS com a presença de inúmeros agentes que promovem o acompanhamento compreensivo, misericordioso, bem como a defesa dos direitos das pessoas infectadas (DAp 421). Favorecemos organizações populares que trabalham no cuidado, na defesa e na promoção da vida em áreas rurais e urbanas, com programas de educação e capacitação nutricional e alimentícias.  A medicina popular e alternativa (fitoterapia) está sendo desenvolvida com todo o seu valor em várias paróquias, com destaque para a Nossa Senhora das Dores, em Rio Verde. A atuação da Pastoral da Criança e do Idoso assegura na diocese o atendimento a gestantes, crianças desnutridas e as famílias.

Mesmo assim devemos nos esforçar para sensibilizar os fiéis das nossas comunidades com o específico da Pastoral da Saúde a respeito do sofrimento, denunciando a marginalização dos doentes, portadores de deficiências e idosos. Devemos seguir as sábias orientações recebidas da V Conferência Latino-Americana realizada em Aparecida em 2007, que localiza a Pastoral da Saúde no contexto de “resposta às grandes interrogações da vida, tais como o sofrimento e a morte, à luz da morte e da ressurreição do Senhor” (DAp 418). E aponta como ação do discípulo de Jesus, a se transformar no anúncio da morte e ressurreição do Senhor, única e verdadeira saúde (DAp 419). Ela já não é uma ação voltada só para o enfermo, assistencialista, mas se abre para o acompanhamento da família, que tem a dor e as consequências de ter um enfermo em casa.

Cabe, portanto, a cada paróquia da diocese assumir esta causa no corajoso trabalho de evangelização, formando a Pastoral da Saúde ou criando mecanismo para fortalecer a identidade do Agente de Pastoral da Saúde e suas contribuições. Recordo que a Pastoral da Saúde acontece em domicílios, hospitais, asilos, creches, escolas, associações de bairro, ... ou seja, em todo lugar que se importa com a saúde. Que Maria, Saúde dos Enfermos, nos ajude a testemunhar no mundo a ternura de Deus e a proclamar com coragem o Evangelho da vida.